Complexo Social de Guarapuava promove ação na Cadeia Pública de Pitanga em alusão ao Dia da Mulher 17/03/2026 - 14:57
A Polícia Penal do Paraná (PPPR), por meio do Complexo Social de Guarapuava, realizou nesta segunda-feira (16) uma ação especial na Cadeia Pública de Pitanga em alusão ao Dia Internacional da Mulher, reiterando o comprometimento da PPPR com práticas humanizadas no sistema prisional.
A iniciativa contou com a participação de uma equipe multidisciplinar formada por policiais penais, assistentes sociais, pedagogas, psicólogas e advogadas, que uniram esforços para proporcionar um momento de reflexão, acolhimento e conscientização às mulheres privadas de liberdade.
Durante a programação, foram abordadas a origem e a importância do Dia Internacional da Mulher, além da exibição de um documentário sobre desigualdade de gênero. Na sequência, foi promovido um espaço de diálogo com as participantes, incentivando a troca de experiências e a construção de novos olhares sobre a realidade vivenciada.
Para a gestora da Cadeia Pública Feminina de Pitanga, Soeli Siqueira, a realização de atividades como essa dentro da unidade prisional é de extrema importância, pois vai muito além de uma simples comemoração. O Dia Internacional da Mulher representa uma história de luta por direitos, igualdade e dignidade, construída ao longo de décadas pelas mulheres em todo o mundo, e destacou que: “Momentos como este promovem acolhimento, fortalecem a autoestima e proporcionam conhecimento, elementos essenciais para o processo de transformação pessoal. Quando oferecemos espaços de diálogo, informação e reflexão, estamos contribuindo diretamente para a construção de novas perspectivas de vida”, afirmou.
A psicóloga Angélica Colecha destacou que a promoção de atividades educativas e reflexivas reforçam o reconhecimento dessas mulheres como sujeitos de direitos, inseridas em um contexto que demanda atenção às suas especificidades e vulnerabilidades. Trata-se de uma iniciativa que possibilita a construção de espaços de escuta qualificada, reflexão crítica sobre trajetórias de vida e problematização de situações de violência historicamente naturalizadas. “Como profissional da Psicologia, considero de extrema relevância a realização de ações que extrapolam o atendimento individualizado, promovendo a integração e o fortalecimento do trabalho multidisciplinar no âmbito do sistema prisional”, enfatizou.
Também foram distribuídos livros e materiais informativos, com o objetivo de estimular a leitura e ampliar o acesso ao conhecimento dentro do ambiente prisional. Ao todo, cerca de 105 mulheres participaram da atividade.













