Curso de biojoias promove capacitação e reinserção social na Cadeia Pública Feminina de Pitanga 26/03/2026 - 16:33

Entre os dias 24 e 26 de março, a Cadeia Pública Feminina de Pitanga recebeu um curso de confecção de biojoias voltado às pessoas privadas de liberdade (PPL). A iniciativa foi promovida pela Polícia Penal do Paraná (PPPR), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), e contou com a participação de 11 custodiadas.

Com carga horária total de 24 horas, distribuídas ao longo de três dias em período integral, a capacitação seguiu o modelo adotado pelo Senar, que prioriza turmas reduzidas — geralmente com até 12 participantes — para garantir atendimento individualizado e maior aproveitamento das atividades.

Durante o curso, as participantes aprenderam técnicas artesanais de confecção de biojoias, utilizando sementes e outros elementos naturais. A proposta alia criatividade, sustentabilidade e desenvolvimento de habilidades manuais, permitindo que materiais simples sejam transformados em peças como colares, pulseiras e brincos.

A metodologia aplicada manteve a mesma turma durante os três dias consecutivos, favorecendo a continuidade do aprendizado. Ao final da formação, cada participante produziu, em média, sete peças, que permanecerão sob sua posse, podendo ser entregues às famílias ou levadas consigo após o cumprimento da pena.

A gestora da unidade, Soeli Siqueira, ressaltou a relevância de iniciativas voltadas à qualificação no ambiente prisional. “Entendemos que ações como essa vão muito além do aprendizado técnico. Elas contribuem diretamente para o desenvolvimento pessoal das custodiadas, promovendo engajamento, criatividade e bem-estar durante o cumprimento da pena. Nesse contexto, a oferta de cursos e oficinas representa uma ferramenta essencial para a construção de novas perspectivas de vida, favorecendo a reinserção social e reduzindo a reincidência”, explicou.

A instrutora do Senar, Lauana Trevisan Galtadon Nascimento, destacou a continuidade e os resultados positivos do trabalho desenvolvido na unidade prisional: “Esta é a quarta turma de biojoias que estou atendendo aqui na Cadeia Pública. Desde o ano passado, temos desenvolvido um trabalho muito significativo, e o retorno das participantes tem sido extremamente positivo, tanto em relação ao curso quanto às peças produzidas e à rotina de atividades durante as aulas”, afirmou.

Além da qualificação profissional, o curso também teve caráter terapêutico e educativo, contribuindo para o fortalecimento da autoestima e da concentração das mulheres privadas de liberdade. A atividade ainda possibilita a remição de pena, conforme previsto na Lei de Execução Penal, na qual a cada três dias de trabalho as apenadas podem reduzir um dia de suas penas — prática já adotada em ações semelhantes no sistema prisional.

A ação integra um conjunto de iniciativas voltadas à reinserção social por meio da educação e do trabalho, oferecendo novas perspectivas às pessoas privadas de liberdade e incentivando a construção de um futuro mais digno após o cumprimento da pena.

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    Foto: Polícia Penal do Paraná

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