Curso de elétrica automotiva capacita custodiados da CPIM e amplia oportunidades de reintegração social 16/04/2026 - 16:43
A Colônia Penal Industrial de Maringá (CPIM), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), promoveu um curso de Elétrica Automotiva Básica voltado aos custodiados da unidade. A capacitação teve carga horária de 40 horas e contou com a participação de 12 alunos. O curso foi realizado entre os dias 6 e 10 deste mês.
Para o coordenador regional da Polícia Penal do Paraná (PPPR) em Maringá, Júlio César Vicente Franco: “a qualificação profissional no sistema prisional representa uma estratégia fundamental para a transformação de vidas, o fortalecimento da dignidade humana e a criação de oportunidades concretas de reintegração social”, destacou.
O diretor da CPIM, Silvino José Molina de Sousa, enfatizou que: “ações de capacitação profissional como esta são fundamentais para promover a disciplina, o senso de responsabilidade e oferecer aos custodiados uma oportunidade real de reconstrução de vida por meio do trabalho”, afirmou.
Responsável pela formação, o professor Darlan Cavalaro destacou a experiência positiva durante as aulas e o engajamento dos participantes. Segundo ele, apesar de já ter atuado com diferentes públicos, incluindo pessoas em processo de reinserção social, essa foi a primeira vez que ministrou curso na CPIM. “Fui muito bem recebido pela equipe e também pelos custodiados. Tivemos uma turma completa do início ao fim, com 12 participantes, e todos concluíram o curso sem faltas. Eles se mostraram interessados, participaram ativamente, fizeram perguntas, realizaram as atividades e se dedicaram tanto à parte teórica quanto às aulas práticas”, explicou.
O instrutor ressaltou ainda o potencial da qualificação como ferramenta de transformação social. “Nosso objetivo é contribuir para que essas pessoas repensem suas trajetórias e enxerguem novas oportunidades. A elétrica automotiva, especialmente voltada ao setor agrícola, é uma área em expansão, com grande demanda por profissionais qualificados”, disse.
Ainda de acordo com o professor, o crescimento do agronegócio amplia as possibilidades de inserção no mercado de trabalho, especialmente em usinas, indústrias e atividades no campo. “Há espaço para quem busca uma profissão e quer recomeçar. Essa formação pode abrir portas e oferecer novas perspectivas para o futuro”, completou.
Um dos apenados que participou do curso também destacou o impacto da formação em sua trajetória. “Aprendi muito durante as aulas e hoje me sinto mais preparado para buscar uma oportunidade de trabalho quando sair daqui. Foi uma chance de recomeçar e pensar em um futuro diferente”, relatou.

















