Em Encontro Nacional, PPPR destaca protagonismo feminino, debate Plano Pena Justa e faz visita a unidades penais de Brasília 25/05/2026 - 17:13
A Polícia Penal do Paraná (PPPR) participou, entre os dias 18 e 22 deste mês, do 4º Encontro Nacional de Diretores de Unidades Prisionais, promovido pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), em Brasília, no Distrito Federal. O evento reuniu gestores, diretores e lideranças da Polícia Penal de todas as unidades federativas com o objetivo de capacitar servidores, integrar forças e promover um amplo intercâmbio de experiências voltado ao aprimoramento do sistema prisional brasileiro.
A imersão consolidou a necessidade de uma atuação integrada e padronizada das forças policiais penais em âmbito nacional, assegurando que o Paraná continue na vanguarda da aplicação de políticas penais eficientes, seguras e humanizadas.
A comitiva da PPPR foi composta pela diretora de Tratamento Penal, Marilu Kátia Costa; pela diretora da Penitenciária Feminina de Foz do Iguaçu, Helena Maria Almeida Pasin; pelo coordenador regional de Londrina, Élcio Martins Basdão; e pelo coordenador regional de Maringá, Júlio César Vicente Franco.
Um dos grandes destaques do evento foi o painel “Avanços e Desafios na Liderança Feminina”, que contou com a palestra da diretora de Tratamento Penal da PPPR, Marilu Kátia Costa. Em sua apresentação, Marilu enfatizou o impacto transformador da gestão feminina no ambiente penitenciário e sublinhou o pioneirismo do Paraná. O estado vive um marco histórico e inédito: a Polícia Penal é atualmente liderado por uma mulher, a diretora-geral e policial penal Ananda Chalegre dos Santos.
“A presença feminina na tomada de decisões do sistema prisional agrega um olhar que concilia o rigor operacional à sensibilidade humanitária, fatores essenciais para a efetivação do tratamento penal. Discutir isso em um fórum nacional, sob a ótica do Plano Pena Justa, consolida o entendimento de que a igualdade de oportunidades e a valorização das nossas policiais são pilares para uma segurança pública moderna e justa”, explicou Marilu.
Em outro momento de destaque na programação, a diretora da Penitenciária Feminina de Foz do Iguaçu - Unidade de Progressão (PFF-UP), Helena Maria Almeida Pasin, integrou o painel que discutiu o “Impacto do Plano Pena Justa para a Evolução do Sistema Penitenciário”. A gestora celebrou os resultados obtidos durante os cinco dias de imersão e pontuou a aplicabilidade prática das discussões no cotidiano das carceragens. “Trazer esses modelos de sucesso para o dia a dia das nossas unidades prisionais permite aperfeiçoar rotinas operacionais e de assistência, impactando diretamente na ponta do sistema, onde o tratamento penal efetivamente acontece”, destacou Helena.
Além do encontro, uma visita técnica estratégica foi realizada no Complexo Penitenciário da Papuda e também a uma unidade de regime semiaberto na capital federal. A agenda integrou as atividades de intercâmbio institucional da PPPR e permitiu o compartilhamento de realidades, desafios e soluções inovadoras adotadas na gestão prisional de diferentes unidades federativas.
O diretor da Penitenciária II do Distrito Federal (PDF II), Marcelo Praxede, que recepcionou a equipe da PPPR, destacou a relevância dessa integração para o fortalecimento do sistema prisional brasileiro. “Como policial penal e diretor-geral da PDF II, externo a satisfação imensa em receber os representantes da Polícia Penal do Paraná. Esta visita técnica e o intercâmbio de experiências são a prova de que as polícias penais estão unidas, técnicas e fortes, ao passo que discutimos boas práticas de reinserção social, reeducação e procedimentos de segurança que fazem parte da execução penal”, afirmou.
Os gestores paranaenses puderam analisar de perto instalações essenciais para a operação e assistência penal do Distrito Federal. A comitiva concentrou os trabalhos em frentes fundamentais: a Penitenciária II do Distrito Federal (PDF II); a Unidade Básica de Saúde do Centro de Internamento e Reeducação (UBS/CIR); a Diretoria Penitenciária de Operações Especiais (DPOE) e a Penitenciária Federal do Distrito Federal.
Para Élcio Martins Basdão e Júlio César Vicente Franco, coordenadores regionais da PPPR em Londrina e Maringá, respectivamente, o momento foi de extrema importância para avaliar novos modelos de gestão aplicados ao cotidiano das carceragens. “Verificar de perto a engrenagem operacional da Papuda nos dá subsídios para otimizar nossos próprios fluxos de segurança e movimentação”, destacou Basdão. “O grande ganho está em observar o equilíbrio entre o controle rígido da ordem interna e a execução eficiente das rotinas de trabalho e estudo, modelos que pretendemos analisar para adaptar às realidades das nossas respectivas regiões prisionais”, completou Júlio.
Para complementar a visão da comitiva durante as visitas, a diretora da PFF-UP, Helena Maria Almeida Pasin, enalteceu o modelo de assistência à saúde e a estrutura de atendimento humanizado observados no complexo do Distrito Federal. “A organização da Unidade Básica de Saúde no ambiente prisional demonstra que é possível alinhar segurança máxima à garantia dos direitos fundamentais. A eficiência na triagem e no atendimento contínuo serve de inspiração para aprimorarmos nossos projetos voltados à saúde da mulher reclusa e à humanização dos espaços de privação de liberdade no Paraná”, frisou.
Por fim, Marilu Kátia Costa concluiu a agenda reforçando que o intercâmbio consolida o Paraná como um estado de vanguarda, que busca o aperfeiçoamento constante. “Esta agenda em Brasília ratifica o nosso compromisso com a evolução do sistema penitenciário. Absorvemos táticas operacionais da Diretoria Penitenciária de Operações Especiais e dinâmicas de assistência que dialogam diretamente com as nossas metas do Plano Pena Justa. Retornamos ao Paraná com uma bagagem técnica valiosa para transformar essas experiências em políticas públicas aplicáveis, que fortalecem a segurança pública e, simultaneamente, garantem a efetiva reintegração social dos custodiados”, finalizou.











