Orquidário “Tistu” é inaugurado no Complexo Médico Penal e amplia ações de reintegração social em Pinhais 23/04/2026 - 14:36
Uma iniciativa voltada à capacitação profissional e à reintegração social de pessoas privadas de liberdade (PPL) resultou na construção de um orquidário nas dependências do Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A ação é fruto de uma parceria entre a Polícia Penal do Paraná (PPPR), o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR) e a Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Curitiba.
O orquidário, batizado de “Tistu”, em referência ao personagem principal do livro O Menino do Dedo Verde, foi inaugurado nesta quarta-feira (22) e passa a integrar as atividades de formação desenvolvidas na unidade penal.
O espaço foi construído em duas semanas, com a mão de obra de quatro pessoas privadas de liberdade e utilização de insumos doados pelo IDR, como os bambus que compõem a estrutura. A Pastoral Carcerária contribuiu com a doação de orquídeas e também irá disponibilizar, em breve, um florista para ministrar cursos voltados ao cultivo e à produção de arranjos florais. A formação proporcionará capacitação profissional aos custodiados, além da possibilidade de remição de pena por meio do estudo.
As orquídeas cultivadas no local serão utilizadas como ferramenta pedagógica e também destinadas à ornamentação de eventos e à decoração de unidades da Polícia Penal do Paraná.
“Esta é mais uma ação dentro de uma parceria que nós temos com a Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Curitiba, que tem dado apoio muito grande para o Complexo Médico Penal em diversos cursos realizados com apenados, atuando diretamente na reintegração social. Neste orquidário que está sendo implantado contamos também com o apoio do IDR, para trabalharmos as questões de mão de obra prisional e também para capacitação em cultivo das orquídeas. Montamos este espaço dentro de um padrão bem estabelecido e tão logo iniciaremos a qualificação de PPL como floristas, como ocupação e também como possibilidade de renda para o período pós cárcere, pois trata-se de um trabalho que pode ser feito de forma autônoma. O apenado pode se interessar pela área e começar a trabalhar cultivando e comercializando as orquídeas, quando estiver em liberdade”, destacou o diretor do CMP, Renê Fernandez.
O bioconstrutor do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná, Nailton de Lima, explicou a escolha do material utilizado na construção. “O bambu representa coletividade e tem essa filosofia de unir as pessoas. Você não vê um bambu sozinho, ele sempre está no coletivo”, disse.
Durante a inauguração, a coordenadora da Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Curitiba, Flávia Cristina Mancino Nichele, ressaltou a importância do novo espaço para o desenvolvimento pessoal dos custodiados e recitou um trecho de poema que sintetiza a proposta do projeto: “Basta praticar orquidoterapia / Exercitando a paciência / Longe de um pesadelo, é muito singelo, qualquer um faz / É semear o zelo para colher o belo / Vivenciando a paz”.













