PPPR promove integração entre monitoração eletrônica e mercado de trabalho a pré-egressos custodiados em Piraquara 26/03/2026 - 16:15
O Complexo Social Curitiba, pertencente a Divisão de Reintegração Social da Polícia Penal do Paraná (PPPR), realizou nesta semana uma ação voltada aos pré-egressos do sistema prisional na Penitenciária Central do Estado – Unidade de Progressão (PCE-UP), localizada no Complexo Penitenciário de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. A iniciativa teve como foco a apresentação do Núcleo de Atendimento à Pessoa com Monitoração Eletrônica (Nupem) e a oferta de vagas de trabalho no Ceasa de Curitiba.
A atividade foi direcionada a pessoas privadas de liberdade (PPL) com previsão de saída do sistema nos próximos seis meses. Mais do que o encaminhamento para oportunidades de emprego, a proposta busca promover autonomia e dignidade no processo de retorno à sociedade.
Durante o encontro, foram apresentadas as frentes de atuação do Nupem, que prioriza o acompanhamento técnico interdisciplinar e a articulação com a rede de proteção social. Entre os destaques, esteve a oferta de vagas vinculadas ao projeto “Comida Boa”, desenvolvido em parceria com o Ceasa Curitiba.
A diretora de Tratamento Penal da PPPR, Marilu Katia da Costa, destacou a importância da preparação antecipada para o retorno à liberdade. “Olhar para o indivíduo além dos muros é reconhecer que a responsabilidade institucional não se encerra no alvará de soltura, mas se consolida na preparação estratégica para esse momento. O trabalho desenvolvido com o público pré-egresso assegura que a dignidade seja a base dessa nova etapa”, afirmou.
O chefe da Divisão de Reintegração Social da PPPR, Rodrigo Favaro, ressaltou que o processo de reintegração começa ainda no período de cumprimento da pena. “A preparação para a liberdade, com a oferta de oportunidades, é fundamental para evitar a continuidade do ciclo da criminalidade”, disse.
Segundo o coordenador do Nupem, Djalma de Oliveira, o trabalho exerce papel central nesse processo. “O trabalho é um elemento estruturante na reconstrução de trajetórias e no processo de responsabilização”, destacou.
O projeto apresentado integra dois eixos principais: a segurança alimentar, ao contribuir com políticas públicas de combate à fome, e a inclusão social, por meio da geração de renda e ocupação para egressos do sistema prisional.
Ao aproximar o sistema de justiça do mercado de trabalho, a ação amplia as possibilidades de reinserção social e evidencia a atuação do Estado na construção de alternativas concretas para a redução da reincidência criminal. A iniciativa direciona esforços não apenas à custódia, mas também à promoção de oportunidades que favoreçam a construção de novos projetos de vida.
Para o diretor da PCE-UP, Blacito Sampaio, a ação representa um avanço na política penal humanizada. “A apresentação do Nupem e a oferta concreta de vagas de trabalho evidenciam a atuação institucional voltada à efetiva reintegração social. A orientação prestada pelo Escritório Social é essencial ao fornecer direcionamento e oportunidades reais de inserção no mercado, elemento indispensável para a construção de novos projetos de vida e para a redução da reincidência”, afirmou.





























