Penitenciária Industrial de Guarapuava recebe comitiva da Senappen para conhecer projetos de reintegração social 01/04/2026 - 10:38

A Polícia Penal do Paraná (PPPR) recebeu, nesta terça-feira (31), uma comitiva composta por representantes da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e da magistrada da comarca de Coroatá, no Maranhão, a juíza Anelise Nogueira Reginato, para uma visita técnica na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG), na região central do estado. O objetivo da visita foi conhecer de perto as realidades locais e compreender as especificidades dos projetos desenvolvidos com pessoas privadas de liberdade (PPL) na unidade, que buscam aliar segurança, dignidade, capacitação profissional e oportunidades de inserção no mercado de trabalho.

Durante a agenda, os visitantes percorreram os canteiros de trabalho da PIG, que são considerados um dos pilares do processo de reintegração social, além das salas de aula destinadas à formação educacional dos custodiados. A PIG é reconhecida por seu modelo que integra trabalho e educação como instrumentos de reintegração social, possibilitando inclusive a remição de pena por meio dessas atividades.

A comitiva também conheceu equipamentos vinculados ao Programa Pena Justa, iniciativa que visa ampliar a oferta de estudo e trabalho no sistema prisional, promovendo novas oportunidades para a vida pós-cárcere. O programa reforça a importância de políticas públicas voltadas à reinserção social e à redução da reincidência criminal.

O diretor-adjunto da PPPR, Maurício Ferracini, destacou a importância da visita técnica realizada no Paraná. “Estamos acompanhando esta visita importante que ocorre em nosso estado, hoje especificamente em Guarapuava, com a presença da Senappen, por meio da sua Diretoria de Políticas Penitenciárias. O diretor Sandro Abel Sousa Barradas é hoje uma referência nacional no que diz respeito ao trabalho e à geração de renda para a pessoa privada de liberdade, e está conhecendo de perto as iniciativas desenvolvidas em várias regiões do Paraná”, disse. “A comitiva já passou por unidades penais em Cascavel e Francisco Beltrão, estando nesta terça-feira em Guarapuava, visitando uma unidade que é modelo de tratamento penal e também referência em trabalho e geração de renda, que é a Penitenciária Industrial de Guarapuava”, completou.

Para Ferracini, essa visita demonstra a relevância do trabalho que o Paraná vem desenvolvendo e se consolidando como modelo para o país, atraindo autoridades nacionais interessadas em conhecer essas práticas. “Nosso objetivo é possibilitar que a pessoa privada de liberdade, mesmo durante o período de cumprimento de pena, possa contribuir por meio do trabalho e da sua recuperação. O modelo que estamos desenvolvendo hoje é referência nacional em tratamento penal e reintegração social”, afirmou.

O diretor de Políticas Penais da Senappen, Sandro Abel Sousa Barradas, também destacou a relevância da visita à unidade em Guarapuava: “Essa visita tem como objetivo conhecer de perto uma unidade que se destaca no cenário nacional, resultado de um projeto construído ao longo de mais de 20 anos, no qual as unidades industriais assumem protagonismo na geração de trabalho e renda para as pessoas privadas de liberdade. Aqui, conseguimos observar na prática o funcionamento de uma política de trabalho eficiente, acompanhando toda a linha de produção dentro da unidade, que se integra ao ambiente industrial. Esse modelo aproxima o sistema prisional da sociedade, ao mesmo tempo em que constrói uma nova trajetória para as PPL, baseada na dignidade e na oportunidade. Estamos em um momento importante, em que as ações desenvolvidas no Paraná estão alinhadas às diretrizes nacionais de uma política penal mais justa e efetiva, servindo como referência para o fortalecimento dessas iniciativas em todo o país”, explicou.

A juíza Anelise Nogueira Reginato reiterou a impressão positiva com os projetos desenvolvidos no Paraná: “De fato, a experiência tem superado todas as minhas expectativas, em todos os sentidos. Desde o trabalho realizado com as PPL, até os resultados alcançados e o impacto que isso gera fora do sistema prisional”, destacou. “Eu imaginava encontrar iniciativas em uma determinada dimensão, mas o que estou vendo é algo muito maior. Isso demonstra que é possível alcançar resultados concretos e efetivos. Vocês estão fazendo muito mais do que eu imaginava ser possível”, complementou.

A magistrada revelou que, apesar das diferenças regionais, os aprendizados relevantes adquiridos no Paraná podem ser levados e replicados no sistema prisional do Maranhão. “Sabemos que existem diferenças regionais, econômicas e culturais, o que exige adaptações à nossa realidade. Ainda assim, saio daqui cheia de ideias e com uma expectativa muito positiva sobre o que podemos desenvolver lá. O mais importante é perceber que, apesar das dificuldades, é possível fazer. E essa constatação nos motiva a buscar avanços e implementar novas práticas em nosso estado”, enfatizou.

A visita institucional reforça o papel da Penitenciária Industrial de Guarapuava como referência em práticas voltadas à reinserção social, destacando a importância da articulação entre órgãos federais, Judiciário e administração penitenciária para o fortalecimento de políticas penais mais humanizadas e eficazes.

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    Foto: Polícia Penal do Paraná

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