Polícia Penal do Paraná realiza mutirão de saúde na PCE-US, em Piraquara, com mais de 800 atendimentos 04/05/2026 - 17:03

A Polícia Penal do Paraná (PPPR) realizou, entre os dias 27 e 30 de abril, um mutirão de saúde voltado às pessoas privadas de liberdade (PPL) na Penitenciária Central do Estado – Unidade de Segurança (PCE-US), localizada no Complexo Penitenciário de Piraquara. A ação integrou esforços institucionais para garantir assistência integral à saúde no sistema prisional.

Os atendimentos foram conduzidos por equipes de saúde da própria PPPR, com apoio de profissionais e acadêmicos da Faculdade de Pinhais e da Faculdade Positivo. Ao longo da semana, foram realizados cerca de 200 atendimentos médicos, aproximadamente 500 testes rápidos para HIV, sífilis, hepatites virais e tuberculose, além de 30 atendimentos odontológicos, 90 atendimentos psicológicos e 40 atendimentos religiosos.

A diretora de Tratamento Penal da PPPR, Marilu Katia da Costa, destacou o alcance da iniciativa e o compromisso institucional com a dignidade das pessoas custodiadas. “É com extrema satisfação e um profundo sentimento de dever cumprido que concretizamos esta ação de saúde e assistência na PCE-US ao longo desta semana. Entendemos que a missão da Polícia Penal transcende a custódia, ela se fundamenta na dignidade e na oferta de condições reais para a retomada da vida em sociedade. Esta ação multidisciplinar é um exemplo prático desse compromisso. Ao oportunizarmos que os custodiados passem por uma linha de cuidado completa — iniciando na triagem de enfermagem, avançando para consultas clínicas e odontológicas, além da realização de testes rápidos — estamos, na verdade, garantindo o direito fundamental à saúde e prevenindo agravos dentro do sistema. Além do suporte biológico, é imperativo destacar o acolhimento à saúde mental e espiritual. O atendimento psicológico, somado à presença fundamental de dois capelães, permitiu algo raro e valioso no ambiente prisional: a escuta qualificada. Ao oferecer um espaço seguro de fala e reflexão, proporcionamos aos apenados o suporte emocional necessário para o processo de reintegração social”, enfatizou.

Na sequência, a diretora ressaltou a importância da continuidade de iniciativas semelhantes. “Sabemos que uma pessoa com saúde e equilíbrio emocional é alguém com maior potencial para se integrar aos canteiros de trabalho e projetos educacionais. Esta ação foi um sucesso indiscutível. Nosso esforço institucional, a partir de agora, será canalizado para que este modelo de atendimento vire uma rotina consolidada dentro de nossa dinâmica funcional”, complementou Marilu.

O diretor da PCE-US, Olival Monteiro, também evidenciou os resultados obtidos com a ação ao longo da semana. “As atividades desempenhadas foram de suma importância, abrangendo atendimentos médicos, odontológicos, oftalmológicos, entre outros. Essas ações garantem a assistência necessária e a manutenção da saúde no sistema prisional”, reiterou.

A atuação integrada das equipes de saúde permitiu o atendimento de diferentes demandas clínicas, desde casos mais simples até situações de maior complexidade. O diretor clínico do Complexo Médico Penal, Francisco Santos, explicou como se deu esse processo. “Foram realizados atendimentos das mais diversas patologias, desde as leves até as mais complexas, com encaminhamentos para os devidos especialistas e solicitação de exames de rotina, como, por exemplo, exames de imagem, eletrocardiograma, raio-x de tórax e também de laboratório. Pretendemos dar continuidade a este trabalho dentro de uma sequência de atendimentos”, disse.

O diretor clínico também detalhou o fluxo de encaminhamento para atendimentos externos quando necessário. “Após os atendimentos básicos realizados na unidade penal, algumas pessoas privadas de liberdade precisaram ser encaminhadas para atendimentos hospitalares. Elas foram atendidas no setor terciário, como os hospitais Angelina Caron, Evangélico e Cajuru. Consultas como reumatologia, cirurgia geral, endocrinologia, nós encaminhamos para algum destes hospitais que estiver com vaga disponível. Os pacientes que necessitaram de algum procedimento cirúrgico vão precisar ainda fazer retornos até a mesma unidade hospitalar para avaliações no pós-operatório”, explicou.

Por fim, ele comparou a dinâmica do atendimento interno ao funcionamento da atenção básica em saúde. “O trabalho realizado na PCE-US funcionou como se fosse uma Unidade Básica de Saúde (UBS), na qual a gente realiza a triagem, o atendimento inicial, solicita exames e encaminha para especialistas. Quadros como pneumonia, rinite e atendimento ambulatorial foram tratados na própria unidade prisional, sem necessidade de encaminhamentos para unidades de saúde”, afirmou.

A iniciativa também foi reconhecida pelos próprios custodiados. Um dos participantes destacou a relevância da ação para a população carcerária. “Para todos nós, é muito bom poder participar de um mutirão de saúde como este. É uma ação importante que faz com que a gente se sinta humanos, valorizados. Podemos cuidar da saúde sabendo que a sociedade está olhando para nós, que estamos buscando a reinserção social e o retorno para nossas famílias”, finalizou.

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    Foto: Luiza Mudrek/PPPR

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    Foto: Munira Bark/PPPR

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