Projeto internacional Coração Profundo realiza apresentações artísticas em unidades penais de Curitiba e Piraquara 13/02/2026 - 16:04

A Polícia Penal do Paraná (PPPR), em parceria com o projeto norte-americano “Coração Profundo”, realizou nesta sexta-feira (13) duas apresentações culturais e artísticas em unidades do sistema penitenciário paranaense. As atividades ocorreram na Penitenciária Feminina do Paraná (PFP), localizada no Complexo Penitenciário de Piraquara, e na Casa de Custódia de Curitiba (CCC), na capital.

Formado por uma família composta por um casal e cinco filhos estadunidenses, o grupo Coração Profundo realiza, de forma voluntária, performances interativas com mensagens ecumênicas voltadas à civilidade, ao respeito mútuo e à responsabilidade pessoal, direcionadas à população privada de liberdade.

As apresentações, com duração aproximada de 1h30, reúnem coreografias de dança, música (com DJ e Hip Hop), truques de mágica e atos de comédia. Os integrantes vêm dos Estados Unidos e incorporam influências artísticas de diversos países, como Coreia do Sul, Irlanda, França e Espanha, conferindo às performances um caráter multicultural e dinâmico.

Com mais de 15 anos de trajetória e atuação consolidada em diferentes países, o projeto já passou por mais de 400 unidades prisionais ao redor do mundo. A proposta utiliza a arte como ferramenta de sensibilização e reflexão, contribuindo para o fortalecimento do processo de reabilitação em contextos de privação de liberdade.

A iniciativa está alinhada às diretrizes modernas de assistência educacional e cultural adotadas pela PPPR, que buscam oferecer aos custodiados experiências de humanização e acolhimento, fomentando valores essenciais à convivência social e à construção de novos projetos de vida.

“Essas ações evidenciam que a privação de liberdade não anula o potencial humano dos custodiados, preservando competências cognitivas, emocionais e criativas essenciais para a reintegração social, ao levar uma palavra de esperança por meio da linguagem universal da arte”, destacou a diretora de Tratamento Penal da PPPR, Marilu Katia da Costa.

Para o chefe de Reintegração Social da PPPR, Rodrigo Favaro, a proposta contribui diretamente para a redução de conflitos e para a preparação dos indivíduos para o retorno ao convívio social. “O projeto Coração Profundo trouxe música, dança e números artísticos que inspiram valores e deixam uma mensagem poderosa de transformação pessoal. O objetivo é claro: preparar o indivíduo para reduzir os conflitos durante o período em que estiver recluso e que, ao cruzar o portão de saída, ele faça escolhas que não o tragam de volta”, enfatizou.

Um dos idealizadores e organizadores do projeto, o norte americano Abraão Paulo, explicou que a iniciativa nasceu de um princípio simples: promover o tratamento humanizado das pessoas reclusas. “A ideia do projeto surgiu de um pensamento simples: o dever de tratar as pessoas reclusas de forma humanizada para que elas próprias se sintam acolhidas e se ajudem no processo de reinserção ao meio social. Tentamos trazer compaixão, amor e perdão de Cristo, mas sem nenhuma relação com religião ou igreja, nenhum estigma. Não pertencemos a nenhuma instituição religiosa, não temos uma denominação e não queremos forçar ou obrigar estas pessoas a nada neste sentido. Não importa o que essas pessoas fizeram, existe redenção, uma segunda oportunidade. Utilizamos música, mágica, comédia e dança para alcançar as emoções, pois isso é algo poderoso. Queremos ultrapassar os bloqueios e atingir o coração dessas pessoas. Por isso o nome Coração Profundo: quando se desperta o coração, desperta-se também a vontade de mudar os próprios rumos”, concluiu.

GALERIA DE IMAGENS

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    Foto: Munira Bark

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