Vacinação na Penitenciária de Francisco Beltrão reforça segurança sanitária e protege servidores e custodiados 08/04/2026 - 17:04

A Polícia Penal do Paraná (PPPR) realizou, nesta terça-feira (7), uma ação de vacinação contra a Influenza (gripe) e a Covid-19 na Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão (PEFB), no sudoeste do Estado. A iniciativa foi coordenada pelo setor de saúde da unidade, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e o curso de Enfermagem da Universidade Paranaense (Unipar).

A ação integra um calendário estratégico voltado à prevenção de doenças respiratórias no sistema prisional, com o objetivo de evitar surtos, reduzir a necessidade de atendimentos hospitalares externos e garantir maior segurança sanitária dentro das unidades. Ao todo, foram aplicadas 1.400 doses da vacina contra a Influenza e 1.380 doses contra a Covid-19.

A vacinação em ambientes prisionais é considerada uma importante estratégia de bloqueio epidemiológico, devido ao fluxo constante de pessoas entre o sistema prisional e a comunidade externa. Circulam diariamente nas unidades policiais penais, servidores administrativos e técnicos, profissionais de saúde, advogados, prestadores de serviço, voluntários e visitantes, o que reforça a necessidade de medidas preventivas para proteger tanto a população privada de liberdade quanto a sociedade em geral.

O sucesso da campanha na PEFB é resultado da integração entre diferentes instituições. Além das equipes de saúde da unidade e do município, a ação contou com o apoio de mais de 15 acadêmicos de Enfermagem da Unipar, que atuaram diretamente no mutirão de vacinação.

O coordenador regional da PPPR em Francisco Beltrão, Marcos Andrade, destacou que a imunização em massa dentro das unidades prisionais é também uma medida de segurança institucional. Segundo ele, “a vacinação evita surtos, reduz a necessidade de escoltas médicas externas e protege servidores e custodiados, tornando o ambiente mais seguro”.

O secretário municipal de Saúde de Francisco Beltrão, Edson Concelier, ressaltou os números expressivos da campanha e a importância da vacinação no sistema prisional. “A imunização da população privada de liberdade é essencial para o controle de doenças, protegendo também os trabalhadores e seus familiares. Foram mais de 2.700 doses aplicadas”, afirmou.

A coordenadora de imunizações e endemias da Secretaria Municipal de Saúde, Tânia Lise, enfatizou que a vacinação intramuros impacta diretamente a saúde pública do município. “A medida reduz internações, alivia o sistema de saúde e impede que doenças se propaguem para fora das unidades”, explicou.

A enfermeira da PEFB, Maria Tereza Techy, destacou a importância da ação considerando as características do ambiente prisional. “A vacinação é mais eficaz e econômica, e alcançamos mais de 90% da população privada de liberdade, com baixa recusa”, pontuou. Ela também informou que a iniciativa será estendida para outras unidades da região.

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    Foto: Polícia Penal do Paraná

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